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POLIMEROS

Introdução

{ 11:21 PM, 23/10/2007 } { 0 comments } { Link }

              Utiliza-se o termo polímero para descrever uma molécula extremamente grande (macromolécula), constituída por muitas unidades moleculares que se repetem sucessivamente. Estas unidades são designadas de monómeros. A reacção química que faz com que os monómeros agreguem-se para constituir um polímero é chamada de reacção de polimerização (Allinger et al, 1976).

 

De uma forma geral, os polímeros podem ser classificados, de acordo com a sua reacção de síntese, em dois tipos de polímeros:

 

Polímeros por condensação, formados através da eliminação de pequenas moléculas, como a água;

 

Polímeros por adição, formados por adições sucessivas de unidades moleculares repetidas.

Além disso, os polímeros também podem ser classificados de acordo com o tipo de unidades moleculares estruturais que se repetem. Os polímeros obtidos a partir de um só tipo de monómeros denominam-se homopolímeros. Por outro lado, os copolímeros são formados a partir de misturas de dois ou mais diferentes monómeros (Allinger et al, 1976).

Como na actividade laboratorial, que é desenvolvida seguidamente, apenas será explorada uma reacção de polimerização por adição, apenas este tipo de reacção vai ser abordado e desenvolvido no decorrer deste capítulo.

A polimerização por adição consiste de uma reacção em cadeia que envolve três etapas: a iniciação, a propagação e a extinção (Morrison et al,1996).

A iniciação pode ser despoletada por acção de um catalizador, que pode ser um radical livre ou um ião.

A propagação corresponde à adição sucessiva de unidades de monómeros diferentes que provoca o crescimento da cadeia polimérica. Na polimerização em cadeia, as cadeias poliméricas continuam a crescer espontaneamente, devido ao facto de o processo ser exoenergético, ou seja, a energia dos polímeros formados é inferior à energia dos diferentes monómeros que os formaram.

Por fim, a extinção depende do radical livre que iniciou a reacção em cadeia. Se a reacção em cadeia é iniciada por um catião a extinção da reacção é conseguida pela introdução de um ião hidróxido (OH-). Por outro lado, se a reacção em cadeia é iniciada por um anião a extinção da reacção é conseguida pela introdução de um protão (H+). O composto formado pela introdução das espécies químicas mencionadas para levar à extinção da reacção é, evidentemente, um inibidor . A extinção também pode ocorrer por combinação ou dismutação de dois radicais (Morrison et al,1996).

Existem muitos exemplos de polímeros inorgânicos. Os mais comuns têm na sua constituição átomos de boro ou de silício.

A estabilidade dos polímeros orgânicos depende da ligação covalente entre os átomos de carbono (ligação C – C). Devido à sua grande estabilidade, este tipo de polímeros não reage facilmente. Por outro lado, as ligações nos compostos inorgânicos, como a ligação entre os átomos de boro (ligação B – B), não são tão fortes e, por isso, rapidamente se oxidam ou são atacados por bases tais como a água e o ião hidróxido. Nos polímeros inorgânicos, que contêm átomos de boro na sua constituição, em vez de formar cadeias longas de átomos de boro (- B – B -) contêm na sua estrutura ligações entre átomos de boro de oxigénio (- B – O -), que no final são muito mais estáveis. Esta estabilidade surge desde que o átomo de boro, ao contrário do átomo de carbono, possui orbitais de baixa energia vazias (orbital p) que pode estabelecer ligações com os electrões de outros átomos que possuam orbitais p preenchidas, tal como o átomo de oxigénio, formando-se assim ligações extremamente estáveis.

Os iões borato e silicato são utilizados, na maioria das vezes, para formar ligações cruzadas entre, geralmente, polímeros orgânicos, originando uma extrema estabilidade na estrutura tridimensional.

Nesta actividade laboratorial prepara-se um copolímero (um polímero constituído por duas unidades estruturais simples) através da junção de um polímero orgânico, o poliacetato de vinílo (PVA) com uma solução a 6% de tetraborato de sódio hexahidratado. É o ião borato que inicia a reacção de polimerização. Esta reacção de polimerização consiste de uma reacção de adição.

O copolímero, assim obtido, é um polímero bastante elástico e fácil de manusear.

Esta actividade teve por base uma proposta de University of Wisconsin-Madison: Chemistry Department - Demonstration Lab (2000).



Evolução dos polimeros pelo tempo

{ 10:33 PM, 23/10/2007 } { 0 comments } { Link }

 

 

 

1000 A.C.

Os chineses descobrem o verniz extraído de uma árvore ( Rhus vernicflua ), aplicado sob a forma de revestimentos impermeáveis e duráveis. Este seria usado em móveis domésticos até à década de 1950.

79 A.C.

Descoberta do âmbar , uma resina termoplástica proveniente de árvores fossilizadas. Este existe principalmente na costa do Mar Báltico e permite o fabrico de pequenas peças através de moldagem por compressão. Plínio, o Velho (23-79 A.C.) cita esse material na sua obra História Natural .

0 A.C.

Descoberta do chifre como material conformável. Este comporta-se como uma chapa de material termoplástico, podendo ser cortado e moldado após ter sido aquecido em água quente. É possível sobrepor lâminas deste material, de forma a produzir peças com maior espessura. Antigamente, os botões da roupa e outros produtos eram feitos com chifre moído aglomerado com um ligante (como, por exemplo, sangue) através de moldagem por compressão.

400

Moldagem e corte de cascas de tartaruga , de forma similar ao chifre. Até há algumas décadas eram comuns os óculos feitos com esse material.

800

Surgimento da gutta-percha , uma resina natural presente na casca de árvores da Malaia.

1550

Primeira menção à borracha natural feita por Valdes após uma expedição à América Central, onde esta era utilizada como artigos desportivos e impermeáveis há milhares de anos.

1596

John Huyglen von Linschoeten relata usos da goma laca após uma visita à Índia.

1650

John Tradescant introduz o uso da gutta percha no Ocidente após as suas viagens para recolha de plantas no Oriente. Esse material foi usado para fabricar desde mangueiras de jardim até móveis, tendo sido substituído como revestimento de cabos submarinos na década de 1940.

1770

Priestley atribui o nome de rubber à borracha, uma vez que esta consegue remover marcas num papel (em inglês, "to rub" significa rasurar).

1820

Thomas Hancock (Inglaterra) descobre que a borracha vigorosamente plastificada se torna plástica e capaz de fluir.

1835

Regnault relata a produção, até então inédita, de cloreto de vinilo , monómero do P.V.C.

1839

Charles Goodyear (E.U.A.) descobre a vulcanização , processo que consiste na adição de enxofre à borracha natural, de modo a torná-la mais forte e resistente. Este processo viabilizou o seu uso como importante material de engenharia

Descoberta, em laboratório, do poliestireno .

1845

Robert William Thompson inventa o pneu de borracha.

1851

Nelson Goodyear patenteia e comercializa a ebonite , material produzido pela vulcanização da borracha usando excesso de enxofre. É uma resina dura, escura e brilhante usada durante mais de 100 anos no fabrico de placas para uso dentário, neste caso com cor rosada. O surgimento deste material é um marco fundamental na história dos polímeros, pois este foi o primeiro material termofixo usado comercialmente.

1858

Os químicos Friedrich Kekulé e Archibald Couper demonstram que as moléculas orgânicas são constituídas de átomos de carbono combinados quimicamente em diferentes formatos.

1859

Butlerov descreve os polímeros a base de folmaldeído.

1865

Descoberta do acetato de celulose.

1869

John Wesley Hyatt, dos E.U.A., vence uma competição por fabricar uma bola de bilhar melhor, usando um novo material denominado celulóide , uma versão comercial do nitrato de celulose ou nitrocelulose com adição de cânfora para redução de fragilidade.

1870

John Wesley Hyatt comercializa o celulóide, um plástico feito por celulose quimicamente modificada, também denominado nitrato de celulose.

1876

Sementes de seringueiras do Brasil são contrabandeadas por Sir Henry Wickham e mandadas posteriormente à Ásia, onde constituíram a base da indústria mundial de borracha.

1884

Bernigaud produz fibras a partir da celulose, as quais seriam posteriormente designadas por raion .

1885

George Eastman Kodak patenteia a máquina para produzir filme fotográfico contínuo.

1887

Goodwin inventa o filme fotográfico de celulóide e o seu processo de fabricação.

1887

O conde Hilaire de Chardonnet apresenta um método par fiar soluções de nitrato de celulosa em seda de Chardonnet, a primeira fibra sintética.

1892

Primeira síntese do celofane , um filme transparente produzido a partir da regeneração da viscose , ou seja, celulose dissolvida. Contudo, somente na década de 1910 este material atingiria maturidade comercial.

1894

Cross e Bevans introduzem o acetato de celulose após desenvolverem pesquisas sobre ésteres de celulose para se encontrar alternativas não-inflamáveis ao nitrato de celulose (celulóide).

1897

Adolph Spitteler, da Bavária (Alemanha), descobre (provavelmente por acidente) e patenteia resinas a base de caseína. Este material é feito a partir de leite batido e coalhado, curado por imersão em formaldeído. O seu nome comercial era galatita .

1899

Arthur Smith, da Inglaterra, patenteia resinas de fenol-formaldeído, que substituem a ebonite como isolador eléctrico.

1900

Descoberta do silicone por Frederic Stanley Kipping.

1903

Stern & Topham desenvolvem um método para produzir seda artificial ( viscose ) .

1907

Leo Baekeland, dos E.U.A., consegue a primeira das suas 177 patentes relativas a resinas de fenol-formaldeído.

1909

Leo Baekeland, dos E.U.A., patenteia a Baquelite , a primeira resina termofixa a substituir materiais tradicionais como madeira, marfim e ebonite.

Hermann Staudinger inicia o desenvolvimento da borracha sintética (isopreno ).

Hugh Moore funda a Dixie Cup Co., fabricante de copos descartáveis, especialmente para atender a uma lei promulgada no estado de Kansas (E.U.A.), a qual proibia o uso de chávenas em comboios. O seu objectivo era diminuir a transmissão de doenças como a tuberculose.

1910

Iniciada a produção de meias femininas na Alemanha. Construída a primeira fábrica de raion nos E.U.A.

1912

Ostromislensky, na Rússia, patenteia um processo de polimerização do cloreto de vinilo, obtendo-se PVC . Contudo, a decomposição do polímero durante o processo inviabiliza o seu desenvolvimento comercial.

Fritz Klatte patenteia um método para a produção do seu monómero, cloreto de vinilo e consegue polimerizá-lo em PVC. No entanto, esta resina teria ainda de esperar até à década de 1930 para ser produzida em escala comercial

1920

A década de 1920 marca o início de uma "era de ouro" nas descobertas sobre síntese de polímeros. É quando Hermann Staudinger se envolve na pesquisa fundamental sobre os mecanismos de polimerização de moléculas orgânicas.

1922

Hermann Staudinger, da Alemanha, sintetiza a borracha.

1926

Hermann Staudinger inicia o trabalho que provará que os polímeros são constituídos por moléculas em forma de longas cadeias formadas a partir de moléculas menores, por polimerização.

Kurt Meyer & Herman Mark usam raios X para examinar a estrutura interna da celulose e de outros polímeros, fornecendo evidência suficiente da estrutura multiunitária de algumas moléculas.

1927

Surge o PVC.

Otto Rohm, na Alemanha, desenvolve o poli(metilmetacrilato) e inicia sua produção, em escala limitada, em Darmstadt.

1928

Ziegler inicia os seus trabalhos sobre química organometálica e publica os fundamentos para a catálise na polimerização do polietileno e polipropileno .

1929

A Dunlop Rubber Co., da Inglaterra, produz, pela primeira vez, a espuma de borracha.

Surge a borracha sintética de polisulfeto ( Thyokol ) e as resinas à base de uréia-formaldeído.

Década de 1930

Paul Flory desenvolve uma teoria matemática para explicar a criação de redes de polímeros "na qual os fluídos de polímeros formam ligações transversais e se tornam, tal como a borracha, elásticos." Flory recibiria, em 1974, o Prémio Nobel pela contribuição da sua carreira Professional em relação à química dos polímeros.

1930

Os alemães desenvolvem dois tipos de borracha sintética (Buna-S y Buna-N) a partir do butadieno, um subproduto do petróleo.

1930

A BASF/I.G. Farben (Alemanha) desenvolve o poliestireno .

A Dow Chemical Co. (E.U.A.) iniciou o desenvolvimento dessa resina nesse mesmo ano, mas a produção comercial só se iniciou em 1937.

W.L. Semon, da B.F. Goodrich (E.U.A.) modificou o P.V.C. de forma a melhorar sua transformação e aumentar seu potencial comercial.

1931

J.A.Hansbeke desenvolve o neopreno .

A Imperial Chemical Industries - I.C.I. (Inglaterra) desenvolve o polietileno, quase por acidente, quando E.W. Fawcett e R.O. Gibson observam uma pequena quantidade de uma cera produzida após experiências com etileno.

1934

Wallace Hume Carothers, da Du Pont (E.U.A.) desenvolve o nylon , originalmente na forma de fibra.

1935

Carothers e Du Pont patenteiam o nylon.

A Henkel patenteia a produção de resinas baseadas em melamina.

1937

Wallace Carothers suicida-se antes que o nylon seja apresentado ao público, o que ocorreria entre 1938 e 1939, com a marca comercial de Exton. O mais irónico é que Carothers se suicidou por se considerar um fracasso.

1938

Roy Plunkett (Du Pont) descobre acidentalmente o teflon ou PTFE - poli(tetrafluoretileno) ao constatar que um cilindro cheio desse gás estava, na verdade, vazio. Ao cortá-lo, verificou a presença de um resíduo branco no seu interior.

1939

Charles Goodyear inventa o processo de vulcanização, que converte a borracha num material seco, resistente e elástico.

Década de 1940

Peter Debye desenvolve uma técnicade dispersão de luz para medir o peso molecular de los polímeros de grandes dimensões.

1940

Resinas de acrílico (PMMA) começam a ser largamente usadas em janelas de aviões.

Produção de borracha butílica nos E.U.A.

Início da produção de PVC na Inglaterra.

1943

Construída a primeira planta, em escala piloto, para o fabrico de teflon (PTFE). A produção comercial só teria início em 1950.

Começam os estudos sobre o uso de fibras de vidro como agentes de reforço para resinas plásticas.

1947

Surgimento das resinas epóxi

O.D. Black & D. Mackey, da R.C.A., criam o primeiro circuito impresso.

1948

Surgimento dos polímeros ABS e das fibras de acrílico.

1950

Início da produção de PTFE (Teflon) em larga escala pela Du Pont.

Norton Higgins consegue a patente de um processo para produzir ácido poliglicólico, um plástico que se pode degradar lentamente e de forma controlada, no corpo humano.

1952

Iniciada a produção de discos LP (long-play) e compactos feitos de PVC, substituindo as resinas fenólicas e a base de goma laca que eram usadas até então.

1953

Iniciada a produção do PEAD - polietileno de alta densidade, sob a marca comercial Polithene , da Du Pont.

Hermann Staudinger recebe o Prémio Nobel de Química pelo seu esforço e dedicação.

A G.M., em associação com a Morrison Molded Fiberglass Products Co., produz experimentalmente 300 automóveis Corvette com carroçaria totalmente feita em poliéster termofixo reforçado com fibra de vidro.

1956

Iniciada a aplicação em larga escala de resina epóxi reforçada com fibra de vidro na fabricação de circuitos impressos.

1958

Surgimento da primeira embalagem comercial de PEAD moldada por sopro nos E.U.A.

1961

Construído o primeiro vagão-tanque ferroviário com plástico reforçado nos E.U.A.  

1962

As poliimidas são introduzidas comercialmente pela Du Pont (E.U.A.)

A Phillips lança o copolímero em bloco de estireno-butadieno

A Du Pont lança a poliimida , resina termoplástica que suporta até 400°C.

A Shell Chemical lança um amplo programa promovendo o uso de PEAD na fabricação de garrafas para acondicionamento de leite.

1963

Ziegler e Natta recebem o Prémio Nobel de Química pelos seus estudos sobre catalisadores para a síntese de polímeros.

F.H. Lambert desenvolve um processo para a moldagem de poliestireno expandido , material mais conhecido pela marca comercial Isopor (R).

Edward Schmitt e Rocco Polistina conseguem a patente da primeira estrutura sintética absorvível, composta por ácido poliglicólico, um plástico chave na engenharia dos tecidos.

1966

A Shell Chemical lança o Kraton , um elastómero termoplástico estirénico usado em adesivos sensíveis à pressão e componentes de sapatos

Introdução de fibras ópticas feitas de polímero.

1968

A Union Carbide desenvolve seu processo de polimerização sob baixa pressão denominado Unipol , tornando possível a síntese de polímeros optimizados, tais como o polietileno linear de baixa densidade - PELBD .

Lançada a primeira garrafa de PVC para bebidas alcoólicas nos E.U.A. Contudo, ela é logo removida do mercado por não ter sido aprovada pelo governo. Isso não ocorreu na Europa, onde o PVC foi muito popular no fabrico de garrafas para água e para vinho.

1970

A Coca-Cola inicia testes de mercado usando garrafas de plástico transparentes. Tratava-se da primeira garrafa plástica do mundo para acondicionar bebidas carbonatadas, feita de metacrilonitrila/estireno - AN . Este, sem dúvida, é um marco histórico dos mais importantes na história do plástico, quando se considera o enorme impacto que a garrafa de plástico teve no mercado de refrigerantes, substituindo totalmente as garrafas de vidro no final da década de 1970 nos E.U.A. A garrafa de AN, infelizmente, foi proibida em 1977 pela Food and Drug Administration para uso em bebidas carbonatadas. Foi a oportunidade para que o projecto de garrafa da Du Pont, que usava o PET como resina, ganhasse o mercado.

1973

A produção mundial de plásticos supera a de aço, tomando como base o volume de material fabricado.

1974

Ocorre o primeiro grande choque do petróleo após conflitos no Oriente Médio, afectando profundamente a indústria dos plásticos. O óleo cru sobe 300%, forçando um aumento de 200% no preço do etileno, o principal insumo da indústria petroquímica, e uma elevação de 50 a 100% no preço de polímeros sintetizados por via petroquímica. Cresce o interesse pela reciclagem de plásticos. Até então a reciclagem era paga pelos proprietários da sucata plástica! Depois de 1974 esse insumo passa a ser comprado pelos interessados.

1975

Robert Langer e M. Judah Folkman utilizam polímeros para isolar as substâncias químicas que impedem a formação de vasos sanguíneos, sugerindo assim um novo método para combater o cancro. Estes estudos estabeleceram también a viabilidade da liberação controlada de macromoléculas.

1976

São lançados no mercado utensílios de plástico para uso em fornos de micro-ondas.

As primeiras garrafas de PET para refrigerantes são produzidas em escala comercial pela Amoco, para a Pepsi-Cola.

1980

Lançamento comercial do polietileno linear de baixa densidade (PEBDL).

Neste ano foram produzidas 2,5 bilhões de garrafas para refrigerante em PET; que eram virtualmente inexistentes em 1976.

Inicia-se o uso intensivo de esterilização através de radioactividade, abrindo um novo mercado para o uso dos plásticos na medicina.

1981

A Monsanto introduz o Santoprene , que foi o primeiro elastómero olefínico com vulcanização dinâmica a ser introduzido no mercado.

1982

Pesquisadores da Bayer, em conjunto com os desenvolvedores da tecnologia de compact discs , desenvolvem novos graus de policarbonato de alta transparência mais adequados para este tipo específico de aplicação.

1983

A I.C.I. e a Bayer lançam o PEED , PES e PPS como novos termoplásticos de engenharia.

A crescente popularização dos fornos de micro-ondas promove o desenvolvimento das primeiras embalagens próprias para cozimento neste tipo de forno.

1984

Pela primeira vez é usado um tanque de combustível feito de plástico num automóvel americano, usando PEAD sulfonado para aumentar as propriedades de barreira da resina. Esse tipo de tanque já era usado na Europa e em veículos militares americanos.

1986

Langer e Joseph Vacanti demonstram que as células hepáticas desenvolvidas numa estrutura plástica podem funcionar correctamente após o seu transplante em animais, o que abre as portas ao novo campo da engenharia deos tecidos.

1987

A 3D Systems (E.U.A.) introduz a estereolitografia.

1980-1990

Outros desenvolvimentos no período: polissilanos , polímeros de cristal líquido , fíbras com alto módulo, poli(éter-éter-cetona) , polímeros condutores, poli(metilpenteno) , conformação por pultrusão, substituição dos agentes de expansão a base de fluorocarbono .

1990

Começa a era dos plásticos biodegradáveis: a Warner Lambert desenvolve o Novon , resina a base de amido; a I.C.I. lança do Biopol.

A Eastman Chemical Co. e a Goddyear conseguem reciclar com sucesso garrafas de PET pós-consumo, transformando o polímero num monómero puro.

1996

A Food and Drug Administration aprova os implantes de lâminas de polímeros para tratar o cancro cerebral, promovidos por Langer e Henry Brem.

1997

Ensaios clínicos demonstram que a pele artificial pode curar as úlceras de pele dos diabéticos, estabelecendo assim a viabilidade clínica potencial da engenharia dos tecidos.

2000

Novas tendências no desenvolvimento de polímeros. O desenvolvimento de resinas a partir do zero torna-se bem mais raro. A ênfase actual está na formulação de polímeros já existentes de forma a se obter materiais com propriedades optimizadas.

A preocupação com a reciclagem dos polímeros torna-se um assunto de máxima importância, uma vez que o seu desenvolvimento e uso serão inviáveis caso esse problema não seja adequadamente resolvido. Começa a reciclagem em larga escala de garrafas de poliéster e PEAD.



Caracteristicas

{ 10:28 PM, 23/10/2007 } { 0 comments } { Link }

Uma das principais e mais importantes características dos polímeros são as mecânicas. Segundo ela os polímeros podem ser divididos em termoplásticos, termoendureciveis (termofixos) e elastômeros (borrachas).

Termoplásticos: São também chamados plásticos, e são os mais encontrados no mercado. Pode ser fundido diversas vezes, alguns podem até dissolver-se em vários solventes. Logo, sua reciclagem é possível, característica bastante desejável atualmente.

Termoendureciveis (Termofixos): São rígidos e frágeis, sendo muito estáveis a variações de temperatura. Uma vez prontos, não mais se fundem. O aquecimento do polímero acabado promove decomposição do material antes de sua fusão, tornando sua reciclagem complicada.

Elastômeros (Borrachas): Classe intermediária entre os termoplásticos e os termorrígidos: não são fusíveis, mas apresentam alta elasticidade, não sendo rígidos como os termofixos. Reciclagem complicada pela incapacidade de fusão.

Obs: A polimerização é um tipo particular de reação química. Quando são utilizados monômeros difuncionais obtêm-se uma estrutura linear. No caso de pelo menos um monômero ter mais de dois grupos funcionais é obtido um polímero contendo ligações cruzadas e uma estrutura ramificada.



Aplicações

{ 10:25 PM, 23/10/2007 } { 0 comments } { Link }

A aplicação dos polímeros condutores é vasta e deveras curiosa, através desse material podem ser produzidos componentes eletrônicos extremamente pequenos, permitindo a fabricação de computadores do tamanho de um relógio ou ainda menores. Segundo o engenheiro de materiais Luiz Henrique Capparelli Mattoso, da área de Instrumentação Agropecuária da Embrapa em São Carlos, que trabalha com Mac Diarmid da Pensilvânia desde 1991, (de fato, ele fez parte da sua pesquisa de Doutorado em Polímeros no laboratório onde o americano descobriu que plásticos podem ser condutores de eletricidade), está em desenvolvimento um sensor de gás conhecido como “nariz eletrônico”, que tem por utilidade medir a quantidade de etileno liberado pelas frutas durante o processo de maturação.

O plástico é um dos materiais que pertence à família dos polímeros, e provavelmente o mais popular. É um material cada vez mais dominante em nossa era e o encontramos frequentemente em nosso dia a dia.

Por exemplo: Na maioria das vezes não se faz uma polimerização direta, mas com terminais de extremidades para a descaregação de energia total. Mesmo que o polímero não se decomponha facilmente ( geralmente levam décadas para isso), os polímeros são bastante usados nos afazeres de casa, nas construções, nas indústrias e etc.

Por que há baldes em plástico e não de chapa metálica ou madeira, como antigamente? Resposta: O plástico é mais leve que os outros materiais. Os compósitos poliméricos são usados em aplicações estruturais devido à uma combinação favorável de baixa massa específica e desempenho mecânico elevado. Para que carregar um pesado balde metálico se o plástico torna o balde leve e estável o suficiente para transportar água?

Por que os fios elétricos são revestidos de plástico e não mais de porcelana ou tecido isolante, como antigamente? Resposta: O revestimento plástico é mais flexível que a porcelana. Também é bem mais robusto e resistente às intempéries do que os tecidos. E tudo isso sem prejudicar o isolamento elétrico que é absolutamente vital neste caso.

Por que as geladeiras são revestidas internamente com plástico? Resposta: O plástico é robusto o suficiente e é um ótimo isolante térmico, exigindo menor esforço do compressor para manter os alimentos congelados.

Por que o CD é feito de plástico? Resposta: O plástico utilizado neste caso – policarbonato (ou, abreviadamente, PC) - é tão transparente quanto o vidro, ao mesmo tempo que é mais leve e é bem menos frágil.



Exemplos

{ 10:16 PM, 23/10/2007 } { 0 comments } { Link }

Polímeros termoplásticos (Polímeros de adiçao)

Aplicações: Cd´s, garrafas, recipientes para filtros, componentes de interiores de aviões, coberturas translúcidas, divisórias, vitrines, etc.

Aplicações: Esquadrias, chapas, revestimentos, molduras, filmes, estofamento de automóveis, em móveis, isolamento térmico em roupas impermeáveis, isolamento em refrigeradores industriais e domésticos, polias e correias.

  • PVC - Poli Cloreto de Vinila

Aplicações: Telhas translúcidas, portas sanfonadas, divisórias, persianas, perfis, tubos e conexões para esgoto e ventilação, esquadrias, molduras para teto e parede.

Aplicações: Grades de ar condicionado, gaiútas de barcos (imitação de vidro), peças de máquinas e de automóveis, fabricação de gavetas de geladeira, brinquedos, isolante térmico, matéria prima do isopor.

Aplicações: Brinquedos;Recipientes para alimentos, remédios, produtos químicos; Carcaças para eletrodomésticos; Fibras; Sacarias (ráfia); Filmes orientados; Tubos para cargas de canetas esferográficas; Carpetes; Seringas de injeção; Material hospitalar esterilizável; Autopeças (pára-choques, pedais, carcaças de baterias, lanternas, ventoinhas, ventiladores, peças diversas no habitáculo); Peças para máquinas de lavar.

Polímeros termoendureciveis (termofixos) (polimeros de condensaçao)

  • Baquelite: usada em tomadas, telefones antigos e no embutimento de amostras metalográficas.
  • Poliéster: usado em carrocerias, caixas d'água, piscinas, etc., na forma de plástico reforçado (fiberglass).

Elastômeros (borrachas)(Copolímeros)

  • Aplicações: pneus, vedações, mangueiras de borracha.


reciclagem

{ 10:03 PM, 23/10/2007 } { 0 comments } { Link }

Alguns polímeros, como termofixos e borrachas, não podem ser reciclados de forma direta, pois não existe uma forma de refundí-los ou depolimerizá-los.

Na maioria das vezes a reciclagem de termoplásticos não é economicamente viável devido ao seu baixo preço e baixa densidade. Somente plásticos consumidos em massa, como o PE e PET, apresentam bom potencial econômico. Outro problema é o fato dos plásticos reciclados serem encarados como material de segunda classe.

Quando a reciclagem não é possível a alternativa é queimar os plásticos, transformando-os em energia. Porém os que apresentam halogênio, como o PVC e o PTFE, geram gases tóxicos na queima. Para que isso não ocorra esse material deve ser encaminhado para dehalogenação antes da queima.

A reciclagem de polímeros é uma alternativa viável para minimizar o impacto ambiental causado pela disposição destes materiais em aterros sanitários. Este tema vem se tornando cada vez mais importante pois, além dos interesses ambientais e econômicos, começam a surgir legislações cada vez mais rígidas no sentido de minimizar e/ou disciplinar o descarte dos resíduos sólidos.

A reciclagem mecânica é a mais utilizada no Brasil devido a vários fatores como custo de mão-de-obra, baixo investimento para instalação de uma planta de reciclagem, grande volume de polímero pós-consumo, etc., ao contrário dos países da Europa e do Japão que utilizam as reciclagens química e energética, majoritariamente. No Brasil, a reciclagem mecânica vem crescendo em volume e aumentando a diversidade e qualidade dos produtos, devido à otimização dos processos. É importante ressaltar que a reciclagem de polímeros, bem como o método de reciclagem a ser empregado, depende de vários fatores, como a quantidade e a qualidade do material, o custo do material e do processamento e a existência de mercado para o produto final. Assim, a coleta seletiva dos resíduos sólidos facilitaria a separação prévia dos polímeros, diminuiria o custo e aumentaria a eficiência da reciclagem. Além disso, o investimento em pesquisas na área de reciclagem de polímeros, como por exemplo, o desenvolvimento de metodologias que permitam realizar a análise de contaminantes de forma mais rápida, é de fundamental importância para obtenção de produtos de melhor qualidade.



Fabricantes

{ 09:57 PM, 23/10/2007 } { 0 comments } { Link }

Centro de pesquisa e desenvolvimento. Atende as necessidades da planta de polietileno de ultra-alto peso molecular (UTEC) plástico de engenharia de altíssima resistência.

Maior empresa química e fabricante de Polímeros de Engenharia do mundo.

Resinas de Polietileno de Alta Densidade (PEAD), Polietileno Linear de Baixa Densidade (PELBD), Polietileno Linear de Média Densidade (PELMD) em base regular e Polietileno Metalocênico.

Produtora de polietileno de baixa densidade expandido.

Fabricante de artefatos de borrachas especiais (NR, SBR, NBR, SI e EPDM) e poliuretanas de origem vegetal. Poliois para espuma biodegradável, martelos de PU, cânulas veterinárias, resinas de PU mono e bicomponente, adesivos bi e mono de PU vegetal, pesquisa e desenvolvimento em PU vegetal.

Produtora de polietilenos de alta, média e baixa densidade linear (PEAD, PEMD e PEBDL), além do polipropileno (PP).

É a líder latino-americana na produção de polipropileno(PP) e a segunda maior produtora de resinas termoplásticas do Brasil.

 

Colégio Estadual Senhor do Bonfim

Disciplina: Química

Professor: Marcelo                                             Turma: 3º D matutino

Alunos: Gabriel Santana, Elisabete Carolina, Elvis Fraga, Eloina Silva, Denis Santos



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